"Eu queria dizer, enfim, que qualquer coisa refletida e voluntária, como uma publicação, deveria tornar possível uma cultura homossexual, isto é, possibilitar os instrumentos para relações polimorfas, variáveis, individualmente moduladas. Mas a idéia de um programa e de proposições é perigosa. Desde que um programa se apresenta, ele faz lei, é uma proibição de inventar. Deveria haver uma inventividade própria de uma situação como a nossa e dessa vontade que os americanos chamam de comming out, isto é, de se manifestar. O programa deve ser vazio. É preciso cavar para mostrar como as coisas foram historicamente contingentes, por tal ou qual razão inteligíveis, mas não necessárias. É preciso fazer aparecer o inteligível sobre o fundo da vacuidade e negar uma necessidade; e pensar que o que existe está longe de preencher todos os espaços possíveis. Fazer um verdadeiro desafio inevitável da questão: o que se pode jogar e como inventar um jogo?"
Neste texto foucault faz "apologia" do homossexualismo. Como a garota da xerox que faz monografias sob encomenda justifica que às vezes a pessoa não tem tempo, mas é um bom profissional. Se arriscarmos uma "psicanálise selvagem", diríamos que sua filosofia é uma tentativa de justificar sua homossexualidade, mas aí estaríamos supondo um sujeito freudiano, que ele nega e se entendi direito guattari e deleuze também (?)
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