domingo, 8 de novembro de 2009


Da Antigüidade ao cristianismo, passou-se de uma moral que era essencialmente uma busca de uma ética pessoal a uma moral como obediência a um sistema de regras. E se eu sei me interessar pela Antigüidade, é que, por toda uma série de razões a idéia de uma moral como obediência a um código de regras está em processo, presentemente, de desaparecimento; já desapareceu. E à essa ausência de moral, responde, deve responder, uma busca de uma estética da existência.

É necessário fazer uma distinção. Em primeiro lugar, creio, efetivamente, que não há um sujeito soberano, fundador, uma forma universal de sujeito que se encontrar em qualquer lugar. Eu sou muito cético e muito hostil para com esta concepção de sujeito. Penso, ao contrário, que o sujeito se constitui por meio das práticas de assujeitamento, ou de uma maneira mais autônoma, através das práticas de liberação, de liberdade, como na Antigüidade, desde (bem entendido!) de um certo número de regras, estilos, convenções que se encontra no meio cultural.

Se não há um sujeito universal, não pode haver uma teoria da personalidade?


Se não há um sujeito universal, não há sociedade ideal, nem forma de família ideal?
Voltamos então a uma das perguntas da aula: O que é família? A resposta é que não existe mais um modelo de família, mas vários agrupamentos que podem ser chamados de família.
O que me lembra o livro de Carl Rogers "as novas formas do amor - o casamento e suas alternativas" no qual ele entrevista diversas pessoas que formaram famílias não-convencionais.

Se podemos relativizar a família, relativizar as teorias da personalidade, relativizar o sujeito, então devemos relativizar a escola e as formas de aprender.

O anti-édipo teria a ver com a idéia de não existir uma forma universal de sujeito?

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